terça-feira, 7 de junho de 2011

Contando estorinhas

Depois de jantar, Lady K pede: "Mamãe, conta itolinha. Pega o meu e o da G. Uma hora K, uma hora G e conta itolinha. Mas não pode gargar."

Mamãe, sem entender, pergunta: "O quê?" e Lady K, esclarece: "Conta itolinha minha. Uma da G, uma minha." E promete: "Não vai gargar, mamãe chora." (Traduzindo: pede pra contar estorinha, cada uma com um livro, e não pode rasgar porque a mamãe chora - chantagem pura, eu sei, mas morro de dó de deixar estragar os livros).

Mamãe: "Ah! Quer que a mamãe conte estorinha? Então tá, vou pegar." Cada uma com seu livro, começam a contar:
Lady K exclama: "Olha o sapo!" e Lady G pergunta: "Cadê o sapo minha?" Folheando o livro à procura de um desenho de sapo, encontra outra coisa interessante: "Olha o porquinho. Ó, o lobo vai fuá, fffffuuuuuu."
Lady K: "Olha o cachoinho. Igual Estelinha!" e Lady G pra não ficar atrás mostra: "Ah! Olha o picó! Picó, picó, picó" (cavalo, elas chamam assim por causa do pocotó que ele faz), depois é a vez de Lady K apontar: "Aqui o jacaré! Esse é gandão, o outro é pequeninho."

Aos poucos as duas vão se empolgando e competindo pela atenção da Mamãe. Por fim começam a falar ao mesmo tempo:
Lady G: "Olha aqui, K."  Lady K: "Olha aqui, G"
Lady G: "Olha aqui, K."  Lady K: "Olha aqui, G"

Mamãe tenta apaziguar, pedindo pra contar cada hora uma. Por fim, Lady G completa colocando o livro no colo da Mamãe pra chamar atenção: "Aí, a Vovó Maria chegou." E pra marcar o fim da estória, fecha o livro. Fim.

Causos ao acaso

  • Estávamos na casa da Vovó Gorette brincando e Lady G reparou que tinha alguma coisa na grama. Perguntou: “O que é isso?”. A Vovó respondeu que era comida para os passarinhos. Um tempo depois, ela brincando com água olha pra cima e grita: “Ô passarinho, quer comer água?”

  • A Titia e o Tio Márcio estavam lá em casa brincando com as meninas. Quando o papai começou a trocar a roupa de Lady K, a Titia brincou: “Olha o barrigão!” Como já tem uns dias que estamos preocupados com uma alergia na pele das princesas (uma vermelhidão com ressecamento), o papai achou que ela estava falando disso e comentou: “Já melhorou, estava pior.” Tio Márcio não entendeu o que o papai queria dizer e exclamou assustado: “Estava maior ainda?” (se referindo à "barriguinha" da criança, rsrs)

  • Estávamos noutro dia na casa da Vovó Maria quando a Mamãe pegou Lady G se encharcando na pia do banheiro. Mamãe brigou, trocou de roupa por uma seca e descemos todos pra brincar no parquinho ali perto. Na rua estava frio e ventando muito e Lady G reclamou: "Ai! Vai chover. Vai molhar a minha roupa. Ai!"

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Fim de semana mais do que animado!!

Nosso final de semana foi delicioso. E começou ainda na sexta à noite quando tivemos uma rodada de pizza da Vovó Maria lá em casa, com direito a pizza feita com massa de pão de queijo só pra eu não ficar na vontade (to tentando parar de comer glúten, vamos ver se consigo). Delícia pura!! Ah, vieram também a Titia Jan e o Tio Márcio, então dá pra imaginar a farra que as meninas fizeram, né?

No sábado fizemos umas comprinhas de roupas para as princesas. Dessa vez foi mais fácil, porque elas foram conosco pra experimentar. Continua tudo muito confuso neste departamento, compramos uns conjuntos de frio de tamanho 4 anos e outros de 6 anos. A bagunça continuou no restaurante na hora do almoço, que foi escolhido por ter um cantinho para crianças, mas que acabou sendo uma ótima pedida também pelas refeições, tudo muito gostoso. Depois de um belo cochilo à tarde, porque Mamãe e Papai também são filhos de Deus, nós fomos com as meninas ao shopping para brincarem um bocado. Detalhe: as burguesinhas adoram um shopping, e olha que o novo ainda nem inaugurou. Tô doida pra ver a reação delas quando tiverem mais opções por aqui, até agora elas só conhecem dois shoppings maiores que o daqui (coisa fácil, diga-se de passagem), e se acabaram de tanto brincar nos dois passeios.

Depois da brincadeira fomos com a Tia Vanessa e o Tio Hércules passear na Festa da Colônia Italiana, lanchamos por lá e só não ficamos pra curtir o parque e assistir ao show da Mafalda Minozzi porque começou a chover, e com criança não dá pra facilitar. Mas já foi muito legal a experiência e as meninas adoraram, apesar de ficarem com medo de uns músicos que estavam fantasiados de palhaço (elas adoram o Patati Patatá mas ficaram morrendo de medo, vai entender).

No domingo fomos passear com os avós e titios de novo. Dessa vez fomos almoçar ao pé da serra, uma deliciosa feijoada num “restaurantezinho” muito gostoso à beira da estrada, que tem um riacho com queda d’água bem ao lado de onde ficam as mesas. Nem preciso dizer que as princesas ficaram encantadas, né? Elas já conheciam o lugar, mas acho que eram muito pequenas da outra vez que almoçamos ali e dessa vez elas curtiram mais. Dali seguimos para um passeio no Parque de São Lourenço, com direito a andar de pedalinho no lago, aluguel de bicicletas duplas com banquinho de “carona” pras crianças e passeio de charrete pelo centro da cidade. Tudo muito divertido, apesar do frio. Antes de voltar, à noite ainda fomos comer num restaurante muito bom, indicado pelo guia da charrete, com direito a caldo pra esquentar e porção de torresminho (pedi canjiquinha, pra matar meu desejo; e o regime foi pro brejo, rsrs). Tudibom, uai!


Das conquistas do dia-a-dia

Nós adultos às vezes não temos muito tempo pra apreciar as pequenas conquistas do nosso cotidiano, não verdade? Sabe como quando conseguimos bater uma meta e já começamos a pensar na próxima, sem ao menos nos dar um momento pra curtir aquela conquista. Ou quando decidimos eliminar um mau hábito e, pronto, fica por isso mesmo. Ninguém repara, ou se repara muitas vezes não se dá ao trabalho de parabenizar.

Quando se tem crianças em casa, a nossa perspectiva muda. Começamos (ou voltamos, que me parece melhor) a enxergar as pequenas coisas do cotidiano, e conseguimos “saborear” as pequenas conquistas que acontecem diariamente na vida delas, a forma engenhosa e corajosa como lidam com os obstáculos que vão surgindo à medida que vão crescendo.

Por exemplo, nos últimos tempos as meninas tiveram que encarar chinelinhos sem elástico porque no número que já estão calçando não se usa mais. Parece uma bobagem, dita assim, mas foi um verdadeiro dilema lá em casa e acredito que muitas outras mamães e avós já tiveram que assistir a dificuldade que é reaprender a caminhar e brincar tendo que equilibrar as sandalinhas nos pés. A vovó até tentou costurar uma tira de elástico pra facilitar, mas elas não gostaram, continuando a insistir até conseguir. Como lá em casa são duas, acredito que uma acaba puxando a outra. Lady K teve mais dificuldade em equilibrar a incômoda novidade e sempre que a gente festejava Lady G calçando seus chinelinhos de mocinha, ela vinha com o seu velhinho (e já menor que o pé) e declarava que ela também conseguia calçar aqueles. Agora, depois de insistir bastante por conta própria (o que é mais legal ainda), as duas já estão lindíssimas desfilando de chinelinho de mocinha pra cima e pra baixo. Mais um obstáculo vencido no processo de crescimento delas.

Se a gente for parar pra analisar, são muitas mudanças e novidades acontecendo diariamente. Tem que aprender a andar, a falar direito, a comer sozinha sem fazer bagunça, a deixar de usar fraldas de dia, depois à noite, parar de mamar à noite, se vestir sozinha, se calçar sozinha, e por aí vai. Tudo isso apenas no universo familiar e de casa, sem contar toda a carga de novidades que a escola traz. Tudo isso num curtíssimo espaço de tempo, enquanto tem muito marmanjo por aí que entra em depressão se tiver que aprender apenas mais um único pormenor do seu serviço, por exemplo.

Como mamãe-coruja que sou, fico cada dia mais encantada com a capacidade de adequação delas. Mais novidades e obstáculos que minhas princesas já tiveram que passar na curta vidinha delas? É até difícil de encontrar outra pessoa (adulto mesmo) que tenha tido uma carga tão grande de mudanças num espaço de tempo tão curto, e elas estão tirando de letra. Mesmo com algumas coisinhas que ainda temos que trabalhar, como a mamadeira da madrugada e a fralda noturna, elas estão de parabéns. São verdadeiras campeãs e nos deixam, a todos, muito orgulhosos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Quebra na Rotina X Culpa

Este final de semana foi diferente por aqui. As meninas foram para a casa da vovó no sábado, antes do almoço, e só voltaram no domingo à noite.

Noite de folga: Mamãe e Papai caíram na farra! Show do Celebrare no Estação Penedo, tudo de bom!! Turma mais do que animada, banda show de bola e comemorar o aniversário da Mamãe quebrando a rotina e saindo pra dançar. Adorei!

Noite de trabalheira: a Vovó passou praticamente a noite toda andando de um lado para o outro pra atender as exigências (mais do que fora de hora) das princesinhas. Contou que por volta de quatro horas da madrugada as duas acordaram, totalmente despertas, querendo brincar. Vê que coisa mais sem graça!

Quando a gente chegou pra buscar de noitinha, por volta de seis horas, as duas estavam de novo dando trabalho, choramingando por tudo e por nada. A Vovó contou que até chegaram a pedir pra ir embora pra casa, e isso nunca tinha acontecido antes. Tiveram os dois dias totalmente do gosto delas, brincando e passeando com os avós e a Titia, e mesmo assim deram trabalho à noite. A vovó se desdobrou contando estorinhas madrugada afora, mudando pra cama delas, deitando na rede e nada. 

O mais estranho é que não foi a primeira vez que dormiram lá. Em outras vezes, apesar de acordarem à noite (o que já é normal aqui em casa também), voltavam a dormir e acordavam com a energia toda, sem perguntar por nós dois. Será que tem criança que cresce e desaprende as coisas? Ou foi só um caso isolado, sem chance de repeteco (please)?

Daí que depois dessa a Dona Culpa foi bater lá em casa, afinal a gente estava aproveitando enquanto as meninas davam trabalho pra Vovó e Titia. E as meninas, será que elas ficaram assim por causa de uma carência que nós provocamos, já que o fim de semana é o único tempinho que a gente costuma ter pra passar exclusivamente com elas? Quebrar nossa rotina foi bom pra gente, porque sair à noite com amigos e curtir uma baladinha está totalmente fora da nossa realidade agora. Mas, por outro lado, tem aquela história que já comentei antes de que nossas escolhas não nos afetam apenas, temos que prever a reação na vida delas também, e a sensação é de que a gente negligenciou o tempo delas. Apesar da qualidade do fim de semana que elas tiveram, parece não ser a mesma coisa.

Nós todos esperamos o final de semana, já temos até uma rotina gostosa. Elas meio que sabem que já é sábado e acordam mais tarde, deixando a gente dormir um pouquinho mais também (quase sempre), depois só querem saber de passear. No domingo ficam de chamego o dia todo, bem mais calmas nas brincadeiras, parecendo que sabem que a gente precisa descansar um pouco além de brincar. Aceitam cochilar à tarde e mesmo assim dormir mais cedo no domingo. E o único pedido, repetido várias vezes ao dia, é: "Mamãe, não vai embora." (Aiai! E Dona Culpa manda lembranças, rsrs)